TEDxSP: Sabedoria e sensibilidade

Definir o TEDxSP como um evento inspirador, provocador e até transformador é dizer o óbvio. Basta ler os milhares de tweets com a hashtag #Tedxsp para ver que a grande maioria das pessoas que esteve teatro da Mooca no último sábado não se arrependeu de ficar mais de 12 horas escutando 27 palestrantes das mais diferentes áreas falarem o que o Brasil tem a oferecer ao mundo.
Prefiro focar minha atenção em uma pessoa em especial, que representou toda a força contida no primeiro Ted brasileiro: Adozinda Kuhlmann, uma professora de 92 anos que tocou a platéia ao ler em versos a importância do educador. Em uma palestra lúcida, interessante e emocionada – quando ela se lembrou dos ensinamentos do pai: “Se o aluno não aprendeu, continue ensinando” -, a professora foi aplaudida de pé. Uma cena que sintetizou a emoção do evento.

Além da palestra e durante todo o dia – nos intervalos e no almoço, a senhora Adozinda, sempre na companhia de muitos, se mostrava feliz por estar ali e acessível a todos que faziam questão de cumprimentá-la. E foi assim que me atendeu. Depois de saber que eu gostava de fazer charadas com a minha avó, me presenteou com duas delas: uma, de bate-pronto: “Anda depressa o soldado, meu companheiro” e, outra, que chamou de ‘figurada’, cuja resposta era: “o amor nunca descansa”.
Em um evento que reuniu pessoas de diferentes áreas e interesses em torno de uma questão tão ampla quanto filosófica (o que o Brasil tem a oferecer ao mundo?) , a presença da professora Adozinda ficou marcada como uma lição de vida. Não arredou o pé do Tedx, assistiu a todas as palestras atenta e foi capaz de conversar com todos, mas com cada um de forma diferenciada. Persistência, sabedoria e sensibilidade devidamente valorizadas em um dia que vou demorar a esquecer.
Para saber mais:
http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/11/15/o-que-mais-gostei-no-tedxsp/
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