Qual é o tempo da inovação?
Esta é uma pergunta que venho me fazendo há algum tempo. Estudando casos e exemplos de inovação, sempre penso em qual momento a simples ideia passou para a fase da implementação. E, principalmente, quando é necessário um novo ciclo inovador.
Para os empreendedores, que vivem em mercados cada vez mais competitivos, o valor da inovação representa a própria sobrevivência do negócio. Reinventar processos e produtos é uma demanda constante que exige criatividade. Mas, se tudo o que é diferente passa a ser denominado inovação, caÃmos na banalização da palavra. E, convenhamos, um produto repaginado não muda paradigma algum – para mim, o princÃpio da inovação.
Observando o mercado de tecnologia percebi semelhanças interessantes nas empresas comprovadamente inovadoras (receberam prêmio Finep e têm elevadas taxas de crescimento). Todas elas passam por um ciclo de três meses entre uma boa ideia e o lançamento de uma inovação. Este, talvez, seria o tempo necessário de maturação, em que o insight passa por uma espécie de linha de produção para ser filtrado, testado e, só depois, comercializado.
É claro que nestes casos os processos da empresa já estão estruturados. Novos empreendimentos exigem um pouco mais esforço e tempo, afinal nem processos consolidados existem ainda. Acredito também que cada mercado tem o seu tempo de inovação, pois as variáveis mudam. Entre elas, a percepção do consumidor, o estado da arte tecnológico, os processos industriais e por aà vai.
Cabe ao empreendedor o exercÃcio de conhecer (de novo esta exigência) profundamente o setor em que atua. E também saber discernir entre o diferente e o inovador. Perceber essas nuances pode ser uma boa fonte de insights. Cada empresa, cada empreendedor, cada mercado tem o seu tempo especÃfico para inovar. O ideal é entrar em sintonia com todos eles para realmente fazer a diferença no momento certo.
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