Qual é o tempo da inovação?
Esta é uma pergunta que venho me fazendo há algum tempo. Estudando casos e exemplos de inovação, sempre penso em qual momento a simples ideia passou para a fase da implementação. E, principalmente, quando é necessário um novo ciclo inovador.
Para os empreendedores, que vivem em mercados cada vez mais competitivos, o valor da inovação representa a própria sobrevivência do negócio. Reinventar processos e produtos é uma demanda constante que exige criatividade. Mas, se tudo o que é diferente passa a ser denominado inovação, caímos na banalização da palavra. E, convenhamos, um produto repaginado não muda paradigma algum – para mim, o princípio da inovação.
Observando o mercado de tecnologia percebi semelhanças interessantes nas empresas comprovadamente inovadoras (receberam prêmio Finep e têm elevadas taxas de crescimento). Todas elas passam por um ciclo de três meses entre uma boa ideia e o lançamento de uma inovação. Este, talvez, seria o tempo necessário de maturação, em que o insight passa por uma espécie de linha de produção para ser filtrado, testado e, só depois, comercializado.
É claro que nestes casos os processos da empresa já estão estruturados. Novos empreendimentos exigem um pouco mais esforço e tempo, afinal nem processos consolidados existem ainda. Acredito também que cada mercado tem o seu tempo de inovação, pois as variáveis mudam. Entre elas, a percepção do consumidor, o estado da arte tecnológico, os processos industriais e por aí vai.
Cabe ao empreendedor o exercício de conhecer (de novo esta exigência) profundamente o setor em que atua. E também saber discernir entre o diferente e o inovador. Perceber essas nuances pode ser uma boa fonte de insights. Cada empresa, cada empreendedor, cada mercado tem o seu tempo específico para inovar. O ideal é entrar em sintonia com todos eles para realmente fazer a diferença no momento certo.
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Está acontecendo esta semana (de 10 a 13 de março) em Curitiba a conferência internacional de Cidades Inovadoras. No evento, especialistas debatem o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida das populações urbanas. Entre os participantes, prefeitos de todo o mundo apresentam soluções inovadoras feitas em suas cidades que podem servir de exemplo para outras regiões. É o caso de Curitiba que mostrará o uso de biodiesel em parte da frota metropolitana de ônibus.
Quando comecei a escrever este blog me propus a falar também de fatores que levam à inovação: o empreendedorismo e a tecnologia. Mas nestes meses de estudo e pesquisa, percebo que a inovação está muito mais intimamente ligada à motivação humana do que qualquer outra coisa. Ao questionar e refletir sobre nossa condição, somos capazes de vislumbrar mudanças e evoluir num ritmo mais veloz do que qualquer tecnologia.
Futuro. Palavrinha difícil de controlar, de imaginar, de prever. Não quero retomar ao que já se falou ou conjecturou sobre o que nos espera lá na frente. Quero, ao contrário, refletir sobre o assunto com uma perspectiva diferente: o futuro visto como hoje. Sem amanhã, nem ontem. O futuro que surge da nossa imaginação, sem escalas, nem amarras com o presente.