Qual é o tempo da inovação?

ampulhetaEsta é uma pergunta que venho me fazendo há algum tempo. Estudando casos e exemplos de inovação, sempre penso em qual momento a simples ideia passou para a fase da implementação. E, principalmente, quando é necessário um novo ciclo inovador.

Para os empreendedores, que vivem em mercados cada vez mais competitivos, o valor da inovação representa a própria sobrevivência do negócio. Reinventar processos e produtos é uma demanda constante que exige criatividade. Mas, se tudo o que é diferente passa a ser denominado inovação, caímos na banalização da palavra. E, convenhamos, um produto repaginado não muda paradigma algum – para mim, o princípio da inovação.

Observando o mercado de tecnologia percebi semelhanças interessantes nas empresas comprovadamente inovadoras (receberam prêmio Finep e têm elevadas taxas de crescimento). Todas elas passam por um ciclo de três meses entre uma boa ideia e o lançamento de uma inovação. Este, talvez, seria o tempo necessário de maturação, em que o insight passa por uma espécie de linha de produção para ser filtrado, testado e, só depois, comercializado.

É claro que nestes casos os processos da empresa já estão estruturados. Novos empreendimentos exigem um pouco mais esforço e tempo, afinal nem processos consolidados existem ainda. Acredito também que cada mercado tem o seu tempo de inovação, pois as variáveis mudam. Entre elas, a percepção do consumidor, o estado da arte tecnológico, os processos industriais e por aí vai.

Cabe ao empreendedor o exercício de conhecer (de novo esta exigência) profundamente o setor em que atua. E também saber discernir entre o diferente e o inovador. Perceber essas nuances pode ser uma boa fonte de insights. Cada empresa, cada empreendedor, cada mercado tem o seu tempo específico para inovar. O ideal é entrar em sintonia com todos eles para realmente fazer a diferença no momento certo.

Mulheres empreendedoras

10_mil_mulheres

A primeira vez que ouvi falar do curso 10.000 mulheres foi na revista Época Negócios. Registrei a informação. Depois, em uma busca na internet, vi a importância do programa. Promovido pelo banco americano de investimentos Goldman Sachs, o curso é oferecido pelas melhores faculdades de administração em cerca de 20 países emergentes, como Brasil, Nigéria, Egito, e tem o objetivo de fomentar o desenvolvimento econômico por meio da educação. A temática: empreendedorismo. O público: mulheres.

Resolvi participar da seleção que começou em fevereiro deste ano na Fundação Getúlio Vargas e tive a feliz notícia da aprovação na semana passada. Para quem me perguntava sobre o curso, passei a explicar, brincando: eles acreditam que só as mulheres são capazes de mudar o mundo! Pois alguém duvida que isso tem um fundo de verdade?…

Na terceira turma do curso, somos 37 mulheres numa diversidade de origens, ideias e perspectivas que dá uma mostra de como serão os próximos meses. Mais do que o aprendizado com professores, teremos a oportunidade de realizar uma troca intensa de experiências entre empreendedoras dispostas a fazer diferença em seus negócios, comunidades, cidades e países. Porque se tem uma característica em comum entre  tantas mulheres é a vontade de mudar a realidade que as cerca.

Estou muito feliz com a chance de aprender e discutir empreendedorismo. Minha certeza é de que o conhecimento gera inovação, desenvolvimento e tem o poder de consolidar e multiplicar novos negócios

Boa sorte a esta turma, na qual me incluo com orgulho. Que o curso inspire reflexões e realizações. O resultado disso tudo será compartilhado com satisfação!

Para saber mais:
- Programa 10.000 mulheres

- Época Negócios: Mulheres na escola

Inovação aplicada ao dia-a-dia

nasa_artistica

A home do UOL trouxe uma chamada interessante nesta segunda-feira, que linkava para um parceiro do portal: a versão brasileira do HowStuffWorks – Como tudo Funciona  – um site criado para explicar os mais diferentes assuntos de forma bem objetiva. A reportagem em questão era “Dez exemplos de tecnologia da Nasa usados no dia a dia”.

A matéria apresenta inventos criados pela e para a Nasa que foram reaproveitados no cotidiano das pessoas. Aparelhos ortodônticos invisíveis, lentes resistentes a arranhões e palmilhas de tênis mostram que o investimento na indústria espacial serviu para criar ferramentas interessantes com tecnologia em revestimento, computação, alimentação e vestimenta.  O aspirador de pó sem fio, por exemplo, era usado pelos astronautas para obter amostras de rochas e solo na lua.

Exemplos como esses comprovam que pesquisa de ponta traz resultados não apenas para quem investe em inovação, mas para toda uma cadeia de produção que envolve o entorno da indústria e outros setores, sequer imaginados no início de um projeto, como transporte, medicina, segurança, meio ambiente e agricultura.

Centenas de patentes são criadas a partir de inventos da Nasa. É o poder de disseminação que a inovação é capaz de criar. E a prova de que a evolução de um negócio, de uma indústria e de um país passa pela criação de uma cultura inovadora, em que uma ideia gera um produto, um processo diferente e uma nova ideia. Um ciclo que se realimenta de demandas simples a pesquisas com a mais alta tecnologia. Inovação permeada por criatividade e habilidade para prever tendências que serão realidade no futuro.

Veja também:
- HowStuffWorks: Dez exemplos de tecnologia da Nasa usados no dia a dia

- O Globo: As tecnologias que vieram do espaço

Insatisfação: onde o empreendedorismo e a inovação se encontram

Silvio-Meira

Desde que comecei a escrever sobre inovação e empreendedorismo leio artigos, pesquisas e livros de estudiosos e profissionais do mercado que tentam dissecar estes dois conceitos na busca por uma definição que não apenas explique, mas também apresente uma fórmula mágica em que se possa espelhar e replicar modelos de sucesso.

Enquanto a inovação é colocada em um pedestal alcançado apenas por empresas, países e instituições que investem milhões em pesquisa e desenvolvimento (P&D), o empreendedorismo muitas vezes se apresenta como o resultado de um esforço meio intuitivo – amador até – que sabe combinar eficiência, sorte, oportunidade e muita persistência.

Finalmente, me deparei esta semana com um artigo que trata sobre Inovação de uma maneira surpreendentemente inovadora. Ufa! Trata-se de um texto de Silvio Meira, cientista-chefe do instituto C.E.S.A.R (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), considerado um dos maiores especialistas em tecnologia no Brasil. No artigo, Meira decreta: a inovação é impermanente, imperfeita, incompleta.

Opa! Uma definição que se encaixa perfeitamente no mundo do empreendedorismo. E segue a leitura sobre inovação: “ao invés de tentarmos alcançar uma certa execução perfeita do conhecido, criando estruturas permanentes, estamos à busca da execução imperfeita do desconhecido”.

Os empreendedores sabem (e na vida também é assim) que quando finalmente se atinge um objetivo está na hora de mudar o rumo, rever os conceitos e começar um novo desafio. É o caráter temporal do trabalho, das decisões e das metas que faz a roda girar.Aqui é onde as pessoas e sua tendência a querer estabilidade, no médio e longo prazo, mais sofrem em instituições inovadoras”, diz Meira. E completa: “o ideal inconsistente da inovação é a criação e manutenção de um ambiente de insatisfação institucionalizada com o status quo de um negócio qualquer.”

Ou seja, a insatisfação é o motor de arranque da inovação e do empreendedorismo. Quer coisa melhor do que saber que na sensação de incompletude se chega mais perto de um ideal? Ou concluir que a ausência do projeto perfeito, do produto finalizado e do plano de negócios aprovado marca apenas o início do jogo? “Toda inovação é parte de um processo de insatisfação que guarda as sementes de sua própria renovação”, diz Silvio Meira.

O artigo – inspirador – mostra que mais do que copiar matrizes de sucesso, a trilha da inovação está nas lacunas abertas pela insatisfação. É tentando preenchê-las sempre e infinitamente que inventamos novos produtos, linkamos diferentes soluções e descobrimos o pulo do gato de um empreendimento inovador. Para, logo depois, começar tudo de novo. É assim que a roda gira.

Saiba mais:
- Artigo de Silvio Meira no blog dia a dia, bit a bit: dá para definir inovação?

- Blog Chá Quente, de Guilherme Felitti: Silvio Meira no No.

Novas perguntas, diferentes respostas

ser_humano
O dilema de muitos é quase o mesmo durante uma vida inteira. Já parou para pensar quantas vezes nos vemos na mesma encruzilhada em situações tão diferentes? Mudam os personagens, a paisagem, as circunstâncias. Mas nosso calcanhar-de-aquiles está sempre presente. Seja ele a falta de foco, o excesso de ousadia, a ansiedade exagerada.

Mesmo assim, buscamos respostas diferentes para as mesmas perguntas: Vou ter coragem de empreender? Serei capaz de analisar todos os riscos envolvidos?  Estarei tranquilo na hora de fechar negócio? Perguntas cruéis quando as respostas nos apontam características pessoais que preferíamos não ter.

Ansiedade, medo, ousadia, capacidade de concentração, insegurança, assertividade, liderança e uma série de outras qualidades e defeitos são parte de nós. E, sinceramente, difíceis de serem mudados. Por mais que tentarmos, não nos tornaremos perfeitos e tampouco piores do que aprendemos a ser. O que muda é nossa capacidade de valorizar ou desprezar o que temos.

Reforçar defeitos é o caminho natural para quem se apega às mesmas perguntas continuamente, tentando a qualquer custo mudar as respostas. O mais inteligente a fazer é mudar as perguntas, escolhendo cuidadosamente aquela que mais nos aproxima das nossas qualidades.  A moeda tem dois lados e se somos ansiosos, significa que temos também uma boa dose de curiosidade. Excesso de zelo vem de uma pessoa pouco ousada, mas ponderada nos momentos certos. Até a liderança traz consigo momentos de solidão e dúvida. O melhor empreendedor é aquele que sabe usar o lado da moeda que mais o favorece.

Reconhecer o que somos e aceitar o que não somos é o primeiro passo para aprofundar na busca de qualidades escondidas. Mudar as perguntas ao invés de tentar corrigir as respostas dá não apenas mais tranqüilidade. Oferece também descobertas animadoras para quem quer empreender, inovar, evoluir.

Cidades Inovadoras

cidades_inovadorasEstá acontecendo esta semana (de 10 a 13 de março) em Curitiba a conferência  internacional de Cidades Inovadoras. No evento, especialistas debatem o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida das populações urbanas.  Entre os participantes, prefeitos de todo o mundo apresentam soluções inovadoras feitas em suas cidades que podem servir de exemplo para outras regiões. É o caso de Curitiba que mostrará o uso de biodiesel em parte da frota metropolitana de ônibus.

Entre as diversas discussões, o consenso geral é que as demandas e os problemas mundiais só serão resolvidos a partir de soluções locais, pois é na mobilização nas pequenas e grandes cidades que ocorrem as melhores práticas de desenvolvimento com sustentabilidade.

Até sábado, o ambiente estará propício para a inovação. A partir de exemplos, trocas de experiências, apresentação de novos conceitos e formas de se organizar, os participantes terão a oportunidade de refletir, se inspirar e, claro, agir. Afinal, é na atuação local e cotidiana da sociedade que torna-se possível vislumbrar uma mudança global no futuro.

Para saber mais:

- Site oficial do evento: http://www.cici2010.org.br/

- Twitter:  hashtag  #2010cici

Entre dúvidas e certezas

duvida
O que é mais reconfortante? Acordar de manhã e saber o que vai te acontecer durante todo o dia ou começar uma jornada que pode te levar para qualquer lugar onde você nem imagina? E o que é mais motivador? Saber o que te espera para as próximas semanas, meses e anos ou construir seu futuro dia a dia?

A diferença entre o conforto e a motivação é tão grande como a mudança de sentimentos que experimentamos a cada decisão que tomamos na vida. Em certos momentos, nada como uma certeza para impor limites e  nos deixar seguros para saltos mais altos. Até a inovação precisa de uma rotina para acontecer: é a chamada inovação sistemática. Mas, em outras horas, nada melhor que a imprevisibilidade do amanhã para nos motivar a lutar, empreender e evoluir.

Para muitos, é no terreno da dúvida que mora o medo. Aquele que paralisa, atordoa e provoca insegurança. São as certezas que nos movem para frente, mesmo que sejam frágeis. O que o empreendedor sabe sobre o dia de amanhã? Quase nada. Mas ele vislumbra e a partir daí cria certezas que o guiam num cenário cheio de dúvidas.

Mas a certeza também pode incomodar. Saber o que vai acontecer dia após dia nos coloca na insuportável zona de conforto. Aquela que aniquila com qualquer sinal de criatividade e capacidade de inovação.

Entre dúvidas e certezas, é difícil escolher a que mais se adequa ao nosso perfil, nossa realidade e nossos desejos. Quando surge de uma convicção, a certeza ilumina os caminhos. Mas só a dúvida é capaz de lapidar e estabelecer parâmetros racionais a uma meta. Acredito que aí está uma dica para quem muitas vezes se vê em apuros: se a dúvida nos faz refletir e transcender, é a certeza que nos faz agir e realizar. E a combinação dos dois em doses certas, finalmente, nos faz acertar.

PS: este post surgiu a partir de duas situações distintas, mas muito parecidas em suas questões:

- o artigo de Eliane Brum, comunicando sua saída da revista Época (leitura primorosa!). Leia aqui

- o filme Dúvida, estrelado por Meryl Streep. Leia aqui

Felicidade sintética

dan_harvardQuando comecei a escrever este blog me propus a falar também de fatores que levam à inovação: o empreendedorismo e a tecnologia. Mas nestes meses de estudo e pesquisa,  percebo que a inovação está muito mais intimamente ligada à motivação humana do que qualquer outra coisa. Ao questionar e refletir sobre nossa condição, somos capazes de vislumbrar mudanças e evoluir num ritmo mais veloz do que qualquer tecnologia.

Por isso,  me vi, ao longo deste tempo, escrevendo posts mais reflexivos, que extrapolavam os limites da inovação que imaginava tratar. Um deles é esse, que inaugura uma nova seção no blog, chamada Inspiração.  Assim, paro de pensar que estou desviando o foco deste espaço e aprofundo mais no que acredito ser a base de toda inovação: o ser humano.

Este post surgiu de uma das centenas de palestras disponíveis do TED. O evento norte-americano que já teve sua versão brasileira no ano passado é um repositório de idéias inspiradas. Profissionais das mais diversas áreas nos incitam a pensar, compartilhar e inovar na forma de agir e ser. Uma delas, a do psicólogo Dan Gilbert, de Harvard, fala sobre a felicidade sintética. O que ele define como sistema imunológico psicológico nada mais é do que a capacidade do ser humano de criar felicidade a partir do que não tem.

Com experimentos interessantíssimos e uma base científica certificada por uma das universidades mais prestigiadas do mundo, Gilbert explica que podemos produzir felicidade a partir de condições adversas, como perder tudo nos negócios, sofrer um acidente ou passar por uma desilusão amorosa. Segundo ele, ao superestimar a diferença entre os resultados das nossas escolhas, nos afastamos cada vez mais de uma felicidade verdadeiramente real e durável, encontrada somente dentro de cada um de nós.

É interessante imaginar que somos mini-fábricas de felicidade quando o mundo nos apresenta exatamente o contrário: o paraíso externo e inatingível. E no mínimo polêmico pensar que a liberdade de escolher nos acarreta uma angústia nociva quando queremos ser apenas felizes. Um vídeo altamente recomendável para assistir e pensar.

A inovação vem do futuro

nascer_solFuturo. Palavrinha difícil de controlar, de imaginar, de prever. Não quero retomar ao que já se falou ou conjecturou sobre o que nos espera lá na frente. Quero, ao contrário, refletir sobre o assunto com uma perspectiva diferente: o futuro visto como hoje. Sem amanhã, nem ontem. O futuro que surge da nossa imaginação, sem escalas, nem amarras com o presente.

Li uma entrevista interessante da empresária Béia de Carvalho que criou o workshop “Five Years From Now”. A proposta é simples: sonhar, planejar e realizar. Nesta ordem. Para ela, de nada adianta focar toda nossa energia no dia de hoje se é no futuro que as coisas podem ser modificadas. São os sonhos que guardam os desejos latentes, as idéias inovadoras e os projetos empreendedores. A partir daí, focar, priorizar e descartar o que não nos serve faz parte apenas do planejamento do que já foi traçado.

Imaginar o futuro hoje é um exercício complicado; sonhar, então, nem se fala. Mas para quem busca empreender um novo caminho, este é um passo necessário. Só um futuro concretizado primeiro na mente é capaz de ser trilhado na realidade presente, cheia de percalços e imprevistos. Na imaginação, o futuro é mais real e as pedras são apenas detalhes de um caminho que já tem seu destino certo.

Para saber mais:
A entrevista com Béia de Carvalho

A realidade aumentada de Manoel de Barros

O que a tecnologia tem a ver com a poesia

manoel_barros_realidade_aumentada

Há  pouco tempo, escrevi uma matéria sobre Realidade Aumentada, a tecnologia que vem ganhando espaço no dia a dia das pessoas. Já encontramos exemplos dela na medicina, na arquitetura e em inúmeras ações publicitárias. Em sua definição básica, a Realidade Aumentada nada mais é do que a união de elementos virtuais e reais em uma mesma cena. Com ela, o digital não só ganha forma, como possibilidade de interação com o mundo físico. Você pode, por exemplo, entrar em um apartamento antes mesmo dele ser construído, apenas com a imagem da planta. Ou ainda, para apresentar uma aplicação educativa, simular experimentos físicos ou químicos em laboratório sem correr o risco de manipular instrumentos reais.

Com o avanço e a popularização da Realidade Aumentada ainda veremos muitas aplicações interessantes, mas o que mais me intrigou nesta pesquisa, na verdade, foi o nome dado à tecnologia. Realidade Aumentada: ou o mundo experimentado além do real. Isso amplia nossa percepção das coisas e  também nossos sentidos. Afinal, nem tudo é como vemos. Por trás do palpável, podemos encontrar informações, interações e até sensações.

O recurso de extrapolar o real nos remete a algo muito antigo e até familiar: a poesia. Ao assistir recentemente o documentário “Só Dez por Cento é Mentira” sobre o poeta mato-grossense Manoel de Barros, confirmei o quanto sua percepção de mundo vai além do que podemos ver e tocar. Para ele, só o que a imaginação inventa é real. E com uma poesia simples e cativante nos transporta para um mundo lúdico, imperceptível na dureza cotidiana.

“As coisas não querem ser vistas por pessoas razoáveis”, diz Manoel de Barros. Daí concluo:  os artistas não só já conhecem, como praticam a Realidade Aumentada. O que para nós são simples objetos, para eles é um mundo amplificado, escancarado em uma paisagem nada monótona. No contato com a música, a poesia e a arte, informações e sensações são encontradas onde menos se espera e com uma riqueza de detalhes que a realidade não consegue representar.

Ao que me parece, a tecnologia que chega agora tem a mesma pretensão de tentar trazer à tona um sentimento incessantemente buscado pelo ser humano: o de ampliar a realidade em que vive. No suporte de chips e bytes, a Realidade Aumentada tem o papel de nos mostrar um mundo além do real, o que, com certeza, torna tudo bem mais interessante.

Para saber mais:

- Realidade Aumentada: um novo mundo à disposição

- A desbiografia poética de Manoel de Barros

- Só Dez por Cento é Mentira (site oficial)